‘Cachorro’ do NH
Grazas á expansión das novas tecnoloxías, e sobre todo da Internet, o reintegracionismo está chegando a xente cada vez máis nova. Tal é o caso do protagonista da entrevista de hoxe, un rapaz de 16 anos que foi “recrutado” -como el mesmo di- á causa reintegracionista mentres buscaba na rede respostas arredor da lingua… ‘Paulo’ -nome ficticio deste menor de idade- virou reintegrata cando tiña só 14 anos. Foi a opción lingüística que máis o convenceu despois de volver ao galego tras unha longa etapa como castelanfalante. O que menos lle gusta é que se identifique o reintegracionismo con certas tendencias políticas, pero aínda así velle futuro a escribir con nh: “A menos galego-falantes na Galiza mais reintegracionismo, estou certo“. Así opina Paulo, un dos ‘cachorros’ do NH.

alema: Cónteme, Paulo… como foron os seus primeiros contactos co reintegracionismo?
Paulo: Os meus primeiros contactos com o reintegracionismo foram quando eu comecei a falar galego de novo, há coisa de uns 5 anos, e quando tomei contacto com a “consciência” linguistica, por dize-lo assim.
alema: Daquela, foi cando tiña vostede 11 anos! De que maneira entrou en contacto con esa “consciencia lingüística”?
Paulo: Pois é umha história um bocado complicada, vamos ver. Eu sou filho de pai galego-falante e de mai castelhano-falante e moro em umha vila “mediana”, bastante castelhanizada. Quando eu cheguei à escola, o meu primeiro dia, com 3 anos, era o único rapaz que falava galego, ou o que for, e tinha uns companheiros que falavam todos castelhano. Evidentemente, por volta da semana ou das duas semanas eu já estava a falar castelhano como de toda-a-vida. Bom, essa situaçom foi assim até os 11 anos quando tive um maior contacto com a avo que estava já para morrer, Dio-la tenha na ghloria, e atraves de esse contacto comecei a recuperar o galego como língua falada coloquial, pero também é certo que houvo umha transiçom, umha etapa, de bilinguismo. Eu concienciei-me atraves do que falava com a avo, umha mulher galego-falante, mui trabalhadora que lhe falara às suas filhas (as minhas tias e a minha mai) o castelhano para “chegarem mais longe” mas isso, segundo ela me contou, fora umha parvada que lhe meteram na cabeça. Penso que podo dizer que apartir daí foi quando eu comecei a interessar-me polos temas de língua e quando cheguei a todas estas questões de normas e outras caralhadas. Evidentemente, crescer em umha familia nacionalista, como eram os meus pais, pois também ajudou.
alema: Pero vostede estame a falar dun novo contacto coa lingua… Pero cando lle deu polo reintegracionismo? Como foi o primeiro contacto?
Paulo: Pois polo reintegracionismo “deu-me” há cousa de dous anos. Eu penso que todo galego-falante que de verdade tenha umha verdadeira consciência linguistica, consciencia que na Galiza nom sobeja, que esteja orgulhoso de falar a sua língua e trabalha para que esta ocupe máis espaços da sua vida, vai dar com o debate normativo, é inevitável. Eu cheguei ao debate atraves da navegaçom pola rede e comecei por me informar das distintas posturas. Depois vi debates na rede sobre a questom e comparei, e quem me ofreceu argumentos e explicações coerentes para empregar a sua grafia foi o reintegracionismo, nom o isolacionismo. Fui captado, reclutado virtualmente.
alema: Daquela, ninguén na escola, no instituto lle falou do reintegracionismo… Foi só na internet… E pola súa conta.
Paulo: Pois sim. O individualismo galego é o que tem.
alema: E cando comenta estes temas coa xente da casa, cos amigos… Que lle din?
Paulo: Pois há de todo. Em casa o meu pai já me disse que a ele tanto lhe tinha, ele diz que nom emprega a norma reintegrata porque nom é maioritaria, mas, se se figer “oficial” ou maioritaria ele sim que a empregaria. A minha mai tanto lhe tem, se tenho bons resultados académicos, chega-lhe. Fóra de casa também há de todo mas divididos em dous grupos. Por um lado estam os que nom acreditam no modelo reintegracionista e que som bastante agresivos com ele, logo de conhece-lo. Os tipicos argumentos de “tu quieres ser portugués?” ou “iso non o fala nin Diós” ou “no me gusta, no me gusta”. E depois estan os receptivos, os mais ou menos convencidos ou interessados no tema logo de ter falado com eles e logo de ter discutido a problemática. Particularmente consegui 4 reclutas novos que nom empregam a norma escrita, estam a começar, mas que si já defendem as teses reintegracionistas, dentro das suas posivilidades ou à maneira em que eles as compreendem. Essa é a minha experiencia.
alema: Recrutou 4 rapaces da súa idade?
Paulo: 3 rapaces e a avo dum de eles… xD
alema: E isto de empregar norma reintegrata non lle supón un atranco, por exemplo, nos estudos? Non se confunde entre normas?
Paulo: Home, ao estudar emprego a norma isolacionista ainda que já tenho feito algo (pouca cousa) em reintegrata. Recentemente e se falamos de “atrancos” lembro umha prova de galego na que a professora restou umhas decimas da pontuaçom final por gralhas com a acentuaçom derivadas da norma que estou habituado a empregar, mas considero que tenho capacidade para as duas como também considero que tenho que melhorar o meu conhecimento de língua portuguesa e da propria norma AGAL.
alema: Houbo algún profesor que lle permitira a vostede escribir en reintegrata?
Paulo: Eu lembro que tive um professor que era reintegracionista que ministraba aulas de cultura clasica e que quando o ano escolario estava para rematar lêramos na aula um bocadinho do falar com jeito. Com esse professor, se nom estou errado, entreguei trabalhos de pesquisa sobre a Antiga Grecia em padrom e também lembro, em 2º de ESO, escrever com norma reintegrata em provas de música com umha professora que era da Galiza irredenta, como dizem por aí. Há muito que nom lhe pergunto a um professor se me permite utilizar a norma reintegrata, pero terei que tentar e ver como… agem.
alema: Xa sei que depende dos contextos e tal, pero pode dicirme en que porcentaxe entende vostede a alguén que fale portugués de portugal?
Paulo: Como bem disse vc depende. Emigrantes portugueses e brasileiros têm chegado à nossa vila recentemente e nom tive problemas para me comunicar com eles, nom tive problemas de compreensom como tampouco os tive todas as vezes que fui a Portugal.
alema: Vostede non ten dúbida ningunha de que tanto vostede coma eles falan a mesma lingua…
Paulo: A mesma língua, com diferenças, mas a mesma
alema: Que modelo oral ten vostede de reintregracionismo? Quero dicir… como fala vostede? Sesea, cecea, di “comunicAZÓN”,…?
Paulo: Falar falo pola boca, mas a minha maneira de falar nom se vê mui afectada pola norma que emprego. Ceceo, certamente, e bastantes vezes remato as palabas em -zom, o que mais altero é a acentuaçom de palavras, cousas como nível p. ex.
alema: A xente nótalle que é vostede reintegrata pola forma de falar?
Paulo: Nom, dizem que falo algo raro, mas se lhes digo que sou reintegrata ficam como se lhes digo que sou o vicario de Roma.
alema: Vese vostede falando e/ou escribindo reintegrata en… 15 ou 20 anos? Cre que isto do reintegracionismo ten futuro?
Paulo: Certamente, a menos galego-falantes na Galiza mais reintegracionismo, estou certo.
alema: E unha última cousa… Que é o peor do reintegracionismo? Cal é o aspecto que menos lle gusta?
Paulo: Do que menos gosto é que de que a maioria de reintegratas sejam ultraesquerdistas estilo AGIR ou Nós-UP, isso marca o movimento e a gente adquire muitos prejuizos, mas o reintegracionismo pode ser defendido seja qual for a visom política do individuo, nom tenho dúvida.
17 comments Decembro 14th, 2008


