A solución do misterio de Shin Chan:
Velaquí a letra íntegra correcta da sintonía

2/Novembro/2008

Xa está aquí a solución ao grande misterio que vos propuxen no post de onte. A sintonía de Shin Chan xera moitas dúbidas, como se puido apreciar onte polos vosos comentarios. Houbo moitas propostas para completar a frase “Shinnosuke é un bule-bule para enredar e…”: “dechotar”, “rechoutar”, “el éche o tal”, “el é total”… Pero só hai unha correcta e é a que aparece no seguinte vídeo.


Pois si, a frase gañadora é “el éche o tal”. Felicidades aos vencedores! :D . Como auténtico shinchanmaniático e feitas innumerables comprobacións, pódovos certificar que é iso o que di a canción. O curioso do asunto é que se consultas no dicionario non che conta que a palabra “tal” pode ser empregado con ese sentido (”para enredar el éche o tal” = “el éche o idóneo para enredar”). Unha vez máis, unha boa tradución, unha boa dobraxe convértese nun instrumento ideal para enriquecer o galego.

Polo tanto, a letra completa e correcta da sintonía de Shin Chan é así (en ningunha outra páxina da internet ides encontrala correctamente… non sempre hai que fiarse do google! ;-) )

One, two, three, ha!
Sonche falangueiro (falandeiro), descarado, algo larpeiro (bo larpeiro)
Deixo a todos quedar mal
Sinnosuke é un bule-bule
Para enredar el éche o tal (el é total / e rechoutar / e dechotar)
Shinnosuke!
Cando hai que conquistar
Aí si que non teño par
E facendo as beiras son moi lanzado e picarón
Come on baby, come on baby
Os pementos que noxo dan!
Mira que trompa, que cacho trompa
Trompa, trompa!
E todos saben que son Shin Chan
Shinnosuke!
Medo ten a xente cando me ve de repente
Non se vai zafar ninguén
Se quedas comigo ímolo pasar moi ben e…
Verás que eu son especial

Así que xa sabedes…

Artigo gardado en: audiovisual, fricadas, lingua, música

19 comentarios Deixa o teu comentario

  • 1. lurinha  |  3/Novembro/2008 at 12:50

    Era difícil porque, essa frase, pronunciada na fala normal, fai elipse do “E” e fai ligaçom do ch co e seguinte, de tal jeito que, ao falar, em galego normal, disse:
    El é ch’otal.
    O galego falado é complicado porque tem umha fonética que, às veces, resulta muito diferente da escrita. E se é cantado, cos alongamentos dos sões e todo o demais, é muito difícil de perceber.
    Suponho que essa será umha das razões para dizer que cos galegos nunca se sabe se sobem ou baixam. Entre outras. Somos umha cultura nevoenta, indefinida, retranqueira, sem límites claros, como a luminosa cultura mediterránea. Umha cultura sonora onde os sões harmónicos, tem muita importáncia- ronco da gaita, zanfonas, acordeões, imitando o som do vento entre as folhas do bosque outoniço.
    Os instrumentos mediterráneos, apenas tem harmónicos perceptíveis. As cornetas essas que tocam as coblas da sardana, por exemplo, som pura definiçom. Mesmo as gaitas asturianas, e já nom digamos as escocesas, tem um som muito mais definido e claro.
    A Galiza tem umha mágia única e irrepetível.
    As melodías cavalgam por sobre as vibrações dos harmónicos, como a escuma sobre as ondas do mar.
    Assim é tamem nossa alma. Umha melodia que soa cum fondo de vibrações de vento, de bruo de mar, de harpas de água nos musgos da pedra de grão.
    Essa mesma música é a dos portugueses do Norte: Toque de Caixa, por exemplo, é um grupo que tem o alento da música galega.
    Quando eu morrer, quero um enterro pagano, privado e íntimo e despedirme da minha casa coa música de Toque de Caixa. Ou a ocarina de Rodrigo Romaní
    soando para mim como despedida.
    Tenho de o deixar escrito, por se acaso.

  • 2. alema  |  3/Novembro/2008 at 13:15

    #1
    oooooooooh que bonito! :)
    (en serio)

  • 3. alema  |  3/Novembro/2008 at 13:17

    #1 de todos os xeitos, volvendo ao tema… eu non creo que entender ben as cancións en galego teña que ser máis difícil que en castelán, como vostede apuntaba.

    eu hai cancións de mecano ás que realmente non lles collo a letra ao 100% (e estou falando de mecano!, non de cousas en andaluz ou similares).

    pola contra, as cancións en portugués si que son difíciles de ‘perceber’

    iso é porque, queiramos ou non, foneticamente somos máis parecidos ao castelán ca ao portugués. diso non hai dúbida :D

  • 4. lurinha  |  3/Novembro/2008 at 14:25

    Senhor alema, o espanhol de Castilha, como o euskera, ou o árabe, tem umha fonética seca, definida, clara e meridiana como um cristal afiado. Dentro dos idiomas románicos, tal vez o italiano se asemelha um pouco. As canções cantadas em castelhano ou italiano, oferecem poucas dúvidas. Em galego, nom há quem as entenda. Pior ainda do que o francês ou o português.
    Vaia você a este video
    http://es.youtube.com/watch?v=Cg9UhuZPfSQ.
    Letra e música de Miro Casabella, interpretado por Luar na Lubre e postas as fotos por umha servidora.
    Diga-me se percebe toda a letra completa, faça favor.
    E não se permite mirar no jujle.

  • 5. lurinha  |  3/Novembro/2008 at 14:32

    Depois compare com este em português do Brasil:
    http://es.youtube.com/watch?v=rPW_d1Sz-HI

    Já me dirá qual se percebe milhor.

  • 6. Gerardinho2000  |  3/Novembro/2008 at 14:56

    #3 “Coño”, é que com o altísssssimo tom de voz da Ana Torroja, como para poder apanhar algo :p!

    De outra parte, o “galego bom” inclui um monte de contracções que não recolhe a norma. O “mau galego”, imitando a prosódia espanhola, “so-le-tra”, desfazendo todas as contracções do galego oral comum.

    Sendo assim, sobretudo para pessoas alheias à nossa língua, muitas dessas contracções podem fazer irreconhecíveis as palavras ou levar a confusão. Um “é-che o tal” soa “é-ch’o tal”, e para alguém mais alheio é um “echotal”. O mesmo ocorreria com “levou’m barco c’o d’ diante pra trás” (levou um barco com o de diante para trás”) soa “levoum barco codiante pratrás”, ou seja, irreconhecível também.

    Ainda que os exemplos são bastante “sui generis”, acho que é algo disso o que queria dizer Lurinha.

  • 7. lurinha  |  3/Novembro/2008 at 17:08

    Exactamente. Esso é um factor muito importante. Junto coa infinidade de variantes fonéticas do galego:
    Como dizia meu sogro Nés:
    Asato. Correto.
    E, agora que vém o Natal, imos comer “torrom”, “terrom” ou turrom de Alicante.

  • 8. alema  |  3/Novembro/2008 at 17:11

    #6 #7
    o que queda claro tamén é que hai grandes diferenzas entre o galego oral e o escrito, algo que vostedes din que non promove a normativa RAG, sendo como é absolutamente falso. :-P

  • 9. Gerardinho2000  |  3/Novembro/2008 at 17:25

    #8 Desculpa, mas acho que erras completamente no meu posicionamento sobre o tema…

  • 10. alema  |  3/Novembro/2008 at 17:28

    #9
    poño exemplos: a norma di que se escribe “ao” pero hai que ler “ò”: polo tanto, en galego non se escribe (sempre) como se le

    e hai máis… en galego oral promóvense a elisións de vogais, as contraccións,… (xa o vín -> x’ò vin, veño de américa -> veño d’américa, etc.)

    como que non? :-P

  • 11. lurinha  |  3/Novembro/2008 at 17:31

    As “liaissons” do francês nom som nada comparadas com as elipsis, contracções e multisons do galego falado. O cantado, pior…
    O que di o senhor alema de que o castelhano nos queda próximo, será a ele e aos seus colegas de galego de livro porque, na realidade de cada día, a cousa nom é tal, no que à fonética se refire:

    Vou a mis’òs domingos, prá parolar c’as minhas vizinhas d’aldeia”
    “Compr’uns escarpins pr’ó inverno de lã d’ovelha”.
    “Fix’um caldo c’umha tona de graxa e depois doulh’ardores tod’à tarde”.
    Também, amais de diferenças entre vogais abertas e fechadas, na fala galega, há vogais longas e curtas, cousa que nom se tém em conta tampouco à hora de as escrever.

  • 12. alema  |  3/Novembro/2008 at 17:34

    #11 está probado científicamente que o sistema fonolóxico galego é máis próximo ao español ca ao portugués :-P

    non ten nada que ver co “galego de livro” :-P

  • 13. one2  |  3/Novembro/2008 at 19:32

    #12 e isso provache-lo ti na tua casa ou como vai? a cal dos dialetos galegos te referes? Ò dos Ancares ou ò do Touriño? e a cal dos dialetos do castelão te referes? Ò andaluz ou ò argentino?

  • 14. lurinha  |  3/Novembro/2008 at 20:10

    E da-lhe co português!
    Já me parecia a mim estranho que o senhor alema pasasse tanto tempo sem mentar ao português.
    Nom entendo a sua teima de situar ao galego entre o espanhol e o português.
    E vocês chamam-se a si mesmos “Independentistas”?
    Quanto complexo de inferioridade por ser pequeno!
    Vai ser que o tamanho importa! :) :D

  • 15. Prosciutto  |  3/Novembro/2008 at 20:43

    Eu penso que a fonologia das falas tradicionais galegas estám num continuum entre as falas castelãs, as astur-leonesas e as portuguesas do norte. Nesse continuum cada um cortou e corta por onde lhe parece e/ou por onde lhe interessa.
    O das similitudes e proximidades fonológicas co espanhol ou o português, como bem di o alema, já che vos está estudado. Penso que nom é uma surpresa que os estudos evidenciem o que já percebemos todos (reintegratas ou nom): que na fonologia a maioria das falas galegas (especialmente as urbanas) também tendêrom e tendem a adoptar elementos do espanhol achegando-se cada vez mais a este. Claro que para mim, disso a afirmar que, por pronunciarmos mais ou menos “à espanhola”, o galego é uma língua separada portuguesa, hai um mundo.

    Os do Québec (como dim em Portugal?) falam um francês com uma fonologia bem diferente da francesa e nom por isso andam a dizer que o quebequês é uma língua diferente do francês. Já nom vos conto os poucos que falam francês em Luisiana… Por quê nom adoptárom uma posiçom isolacionista no seu momento?

    Na realidade, a fonologia, o léxico… som realmente as causas dos nosos posicionamentos? Argumentos lingüísticos sólidos hai-nos para todas e todos. Poderiamos passar outros 25 anos a nos rebater mutuamente no plano linguístico. Dá-me que ser reintegrata ou nom tem mais a ver com percepções linguísticas e sentimentos identitários que coa existência ou nom de certas oposições fonológicas.

  • 16. alema  |  3/Novembro/2008 at 21:12

    #15 estou de acordo no que di do continuum das falas; ora ben, tamén considero que as maiores diferenzas fonéticas están -infelizmente hai que dicilo- nas isoglosas que coinciden coas fronteiras políticas de dous países distintos.

    o lóxico é que a educación, os medios de comunicación, a burocracia impuxese no norte de portugal un estándar que uniformiza con portugal pero que marca diferenzas cos veciños do norte (os galegos).

    iso é así: tanto que nos guste coma que non…

    con respecto ao que di da identidade, pois non lle sei… hai independentistas “ideolóxicos” que non son independentistas lingüísticos… e tamén hai independentistas lingüísticos que si que son independentistas ideolóxicos…

    é dificil… eu adoro portugal, o portugués, a lusofonía… pero sentíndoo moito creo que falo unha lingua diferente á deles… evolucionada doutro xeito…

    creo que o peso dos anos é moito peso de diola… o québec desde cando fala francés? os galegos desde cando falamos galego?

    #14 lurinha, eu falo do portugués, porque para min -aínda que non o crea- é unha referencia moi importante para o galego ;-)

    pero que sexa unha referencia non implica que escriba nh, lh, nasais, etc. :D

  • 17. lurinha  |  3/Novembro/2008 at 21:27

    Bem dito, senhor prosciutto.
    O senhor alema fica possuido pola obsessom de analisar os mais mínimos detalhes linguísticos para tratar de achegar o galego ao espanhol e desautorizar ao reintegracionismo.
    E anda todo o dia na procura de argumentos para fazer tal.
    Os galegos falamos como nos da a gana, independentemente de como falem espanhois, portugueses, angolanos ou panamenhos.
    O reintegracionismo é um jeito de procurar nom perder a nossa identidade linguística diluída no espanhol e regulamentar umhas normas para a escrita, o léxico e a morfologia acordes com o nosso espaço natural.
    Quem falou da fonética ou da fala?
    A fala é rápida, livre, instantánea, perecedeira, ecoa apenas um intre no ar e desaparece para sempre.
    Como se vai regular a fonética ou a fala peculiar de cada lugar ou cada pessoa?
    Pois o senhor alema, nom o entende.
    E dá-lhe co portugués e co castelhano até o infinito…

  • 18. alema  |  3/Novembro/2008 at 21:39

    #17 mire, iso que di vostede, lurinha, é adepende ou aseghún, como queira. e dígolle por que: vostede proclama que a fala é rápida, libre, instantánea, etc. etc. e dá a entender que o reintegracionismo non regula a fonética… pois iso é falso. o reintegracionismo, nalgúns graos, si que se mete en cuestións fonéticas nese afán que vostede di de “procurar non perder a nosa identidade lingüística diluída no español”… hai reintegracionistas, como xa expliquei aquí, que condenan o “ceceo”, a “gheada” e máis cousas…

    e sabe cal é o espazo natural que considero para o galego? o ga-le-go. nin español nin portugués… é vostede a que se decanta pola segunda opción lingüística ao escribir letras que non teñen uso ningún coa nosa fonética ;-)
    e eu non achego o galego ao español… non me culpe a min de fenómenos histórico-lingüísticos dos que non teño responsabilidade ningunha. :D

  • 19. lurinha  |  3/Novembro/2008 at 22:00

    e sabe cal é o espazo natural que considero para o galego? o ga-le-go. nin español nin portugués… é vostede a que se decanta pola segunda opción lingüística ao escribir letras que non teñen uso ningún coa nosa fonética.

    Esta é a contradicçom mais grande que tem você.
    Você ve-se a si mesmo, independente e ga-le-go.
    Mas logo, a realidade diária, demonstra que vive linguísticamente atado ao espanhol, ao português, à normativa RAG e ao reintegracionismo.
    Você fica preso com correia de todos eles.
    A sua ga-le-gui-da-de linguística é umha falácia. Nom existe.
    Quando um nom pode passar sem teimar em algo, esse algo domina seu pensamento, logo nom é independente. Depende das voltas que dea a sua teima.
    Como você tem tantas teimas, vive só para enlear-se e desenlear-se delas, coma os gatinhos que jogam cos novelos de lã.
    Procure o novelo de Ariadna e entre, como Teseo, no labirinto, enfronte-se ao Minotauro e saia dumha vez coas ideias claras.

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