Se a maioría dos expertos en Portugal están contra o Acordo Ortográfico… que opinarán entón do reintegracionismo?
A plataforma contra o Acordo Ortográfico estame sendo toda unha fonte de inspiración. Grazas a ela, chego a un interesantísimo artigo do Jornal de Notícias que dá unha visión demoledora do famoso acordo para unificar a escrita do portugués. Das 27 entidades consultadas por ese diario, só dúas delas son favorables a facer unha ortografía conxunta para portugueses, brasileiros e restantes países lusófonos. E digo eu… Se os ditames e as opinións dos expertos son tan desfavorables, sendo como son moito máis próximos o portugués e o brasileiro ca o portugués e o galego, é previsible pensar que as teorías reintegracionistas gozarán de tanto ou máis repudio en Portugal?
As críticas ao Acordo veñen de todos os lados (dos filólogos, dos profesores, dos libreiros…). Pero de todas as frases que se citan no artigo do JN, chamoume a atención esta, pronunciada por Zita Seabra, deputada do conservador Partido Socialdemócrata portugués:
“É tudo precipitado, artificial e pouco ponderado. A ideia de aproximar o Português de Portugal do Português falado no Brasil é simpática, mas as diferenças entre ambos vão muito além da questão ortográfica”
Tamén quixera apuntar esta frase de António Emiliano, lingüista e filólogo da Universidade Nova de Lisboa, sacada da páxina dos contrarios ao Acordo.
Facto: o português europeu e o português do Brasil são conjuntos de variedades linguísticas muito distintas que se encontram num processo multissecular de divergência. Não é possível fazer regredir a História no sentido da uniformização e unificação linguísticas. Para todos os efeitos, as enormes diferenças fonético-fonológicas, morfológicas, sintácticas e lexicais que existem actualmente entre o português europeu e o português do Brasil põem de facto em causa a existência de uma “língua portuguesa comum” a nível global, e obrigam do ponto de vista do estudo e descrição a uma abordagem linguística que trate o português europeu e o português do Brasil como línguas funcionais distintas. A unidade da língua portuguesa no mundo é, no melhor dos cenários, um conceito ideológico (perfeitamente legítimo, aliás), no pior, um mito, um fantasma.
Con estes argumentos, pouco máis queda por dicir. Substitúan a palabra “brasileiro” por “galego” e aí teñen boa parte das teses expostas neste humilde blog. Só que neste caso son ditas tamén alén do Miño…
23 comments Agosto 5th, 2008

